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Numa altura em que o Parlamento avalia as alternativas para os cortes na despesa no orçamento para 2011, a ESOP - Associação de Empresas de Software Open Source Portuguesas afirma, segundo os dados disponibilizados pela Direcção Geral do Orçamento e com base nos valores que constam do Catálogo Nacional de Compras Públicas, que é possível atingir uma poupança de 50% a 70% na maior parte das aquisições de software do Estado. Representa uma redução dos custos em software de pelo menos de 80 milhões de euros/ano, face aos 160 milhões gastos pelo Estado em 2009. Sistemas operativos para desktop, sistemas de gestão de base de dados de servidor e ferramentas de produtividade para desktop são três exemplos de áreas onde seria possível reduzir os gastos para cerca de metade. Segundo a ESOP, a migração para o software livre ajudaria também a "melhorar a balança comercial, com a substituição das transferências externas inerentes ao licenciamento pelo investimento na economia nacional, em formação e consultorias técnicas efectuadas por empresas portuguesas. O apoio técnico profissional ao software open source é assegurado em Portugal por muitas empresas, com destaque para as empresas associadas da ESOP." A ESOP destaca ainda exemplos de outros países europeus, que já utilizam software open source na Administração Pública, como a Holanda. A adopção de "uma política de norma abertas de software e utilização preferencial de software open source "também não é contrária às leis da concorrência, "porque não implica preferência por marcas ou fornecedores, apenas indica características preferidas pelas entidades compradoras", concluiu recentemente o supremo tribunal de Itália. Alguns exemplos onde o software open source é utilizado no mundo inteiro:
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15-11-10 |